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RÁDIO / HISTÓRICO
Edgar Roquette-Pinto (1884 - 1954) foi um médico legista, professor, escritor, antropólogo, etnólogo, ensaísta brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras e é considerado o pai da radiodifusão no Brasil.
Edgar Roquette-Pinto
Edgar Roquette-Pinto
Muitas pessoas já dedicaram parte de sua vida ou toda ela, à construção e desenvolvimento do Brasil. Uma delas foi Edgard Roquette-Pinto, principalmente quando percebeu profeticamente em 1922, a importância do rádio como a forma de comunicação popular e democracia cultural em nosso país.

Médico, antropólogo e educador brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, em 25 de setembro de 1884, Roquette-Pinto foi o precursor da radiodifusão brasileira, sempre com o objetivo de difundir cultura e educação. Graduou-se em medicina, com especialização em medicina geral, mas logo rumou para a Antropologia, sendo nomeado professor assistente de antropologia do Museu Histórico Nacional em 1906.


Conheceu então uma das figuras mais marcantes para sua biografia e para história do Brasil, o tenente-coronel Cândido Mariano da Silva Rondon. Roquette-Pinto acompanhou Rondon em uma de suas expedições à Serra do Norte, tendo contato com os índios Nhambiquaras e pioneiramente filmando uma civilização que ainda vivia na pré-história em plena alvorada do séc.XX. Filmava e tomava apontamentos a todo instante em seus cadernos de viagem. Nessa expedição – e em toda a sua vida - foi etnógrafo, sociólogo, geógrafo, arqueólogo, botânico, zoólogo, lingüista, farmacêutico, legista, fotógrafo, cineasta e folclorista. Com todas as experiências e anotações que trouxe na bagagem, Roquette- Pinto passou os 4 anos seguintes escrevendo um dos marcos da Etnografia brasileira, o livro “Rondônia”, que o levaria posteriormente à Academia Brasileira de Letras. Em 1922 a então rádio telefonia é mostrada ao País na exposição comemorativa do centenário da Independência do Brasil. Roquette-Pinto entusiasmou-se com os novos equipamentos que não despertava especial atenção dos freqüentadores da referida feira. Vislumbrou-lhe o futuro.

Edgar Roquette-Pinto foi médico e antropólogo, um grande estudioso da população brasileira.
No início de 1923, convicto da importância educativo-cultural do rádio, sensibilizou com suas idéias o presidente da Academia Brasileira de Ciências e fundou, em 20 de abril daquele mesmo ano, a primeira estação de rádio no Brasil, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro, instituição de caráter basicamente educativo-cultural que funcionava como uma sociedade real, sobrevivendo das doações de seus sócios. Anos depois, para não transformá-la em um veículo comercial, Roquette-Pinto preferiu doá-la ao Ministério de Educação e Cultura. Nascia assim a atual Rádio MEC. Em 1927 ingressou na Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 17.

Dois anos depois realizou as primeiras demonstrações televisuais no Brasil. Incansável, em 1934 fundou a Rádio Escola Municipal do Rio de Janeiro, emissora de caráter estritamente educacional atuando nos vários níveis de ensino. Em 1946 a Rádio Escola passou a se denominar Rádio Roquette-Pinto, homenageando seu fundador e idealizador, que idoso e enfermo, não concordava com a homenagem. Mesmo assim o Prefeito Henrique Dodsworth, à revelia, deu o nome de Roquette-Pinto, ainda em vida, à emissora. Edgard Roquette-Pinto, este grande pioneiro, viria a falecer alguns anos depois, a 18 de outubro de 1954 aos setenta anos de idade. Deixando a sua marca de realizações e idealismo. Ideal este retomado pelo Governador Sergio Cabral e a atual orientação da emissora, que se iniciou em 2007 com o radialista Artur da Távola e continua a partir de 2008 com a jornalista Eliana Caruso trazendo para a 94,1 FM uma comunicação moderna, com programação própria de música, jornalismo, cultura abrangente e democrática, sem perder o enfoque educativo e de prestação de serviço.

Edgar Roquette-Pinto nos estúdios da primeira estação de rádio no Brasil, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro.
A Rádio MEC descende da pioneira Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923, por Roquette-Pinto, Henrique Morize e outros membros da Academia Brasileira de Ciências e da sociedade da época. Como, naquela época, o modelo de programação mais próximo do que pretendiam botar no ar era a programação das agremiações lítero-musicais, movidas a palestras e recitais, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro constitui-se como uma agremiação desse tipo – com o diferencial de que podia irradiar os seus saraus. Durante seus 13 anos de existência, a emissora manteve uma programação eminentemente “cultural”, e, demonstrando que cultura também “educa”, “ensinou” poesia, literatura e ciência, “educou” ouvidos para a música de concerto e “deu as primeiras aulas” de pronúncia padrão brasileira da língua portuguesa. Ninguém tem dúvida de que o rádio brasileiro foi um dos principais responsáveis pela unificação linguística do país, mas nem todos sabem que a coisa começou com a Rádio Sociedade, Assim, apesar de transmitir uma programação cultural, a Rádio Sociedade também foi o berço da idéia do rádio educativo – uma idéia que amadureceu enquanto Roquette-Pinto era seu diretor, e que estava pronta, quando ele doou a estação ao governo. Em 1936, a nova lei de comunicações exigiu que todas as estações aumentassem a potência de seus transmissores e, Roquette-Pinto, que dirigia a descapitalizada Rádio Sociedade, descartando a possibilidade de ibuscar capital na praça e tornar-se um empresário do ramo das comunicações, preferiu doar a emissora ao, então, Ministério da Educação e Saúde. Mas impôs as condições de que a rádio transmitisse apenas programação educativa/cultural e não fizesse proselitismo de qualquer espécie – comercial, político ou religioso. Tal compromisso, assumido através de ato jurídico perfeito, foi mantido até 1995, quando, logo no início de seu governo, Fernando Henrique Cardoso desvinculou a Rádio daquele ministério e colocou-a, junto com a TVE - atual TV Brasil - , sob a tutela da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

A Rádio Ministério da Educação e Saúde, depois Rádio Ministério da Educação e Cultura e hoje Rádio MEC, é uma rádio de resistência cultural, e tem prestado um inestimável serviço. Uma legião de ilustres colaboradores produziu, ao longo de 7 décadas, uma programação única. Produtores, músicos, escritores, radioatores, poetas e jornalistas como Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Manoel Bandeira, Geny Marcondes, Fernanda Montenegro e Fernando Torres, Sergio Viotti, Otto Maria Carpeaux, René Cavé, Fernando Tude de Souza, Magalhães Graça, Edna Savaget, Francisco Mignone, Alceo Bocchino, Edino Krieger, Marlos Nobre, Paulo Santos, Nelson Tolipan, entre muitos outros.

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